Leslie Feist é uma cantora e guitarrista pop, de origem canadiana - nasceu em Amherst, Nova Scotia, no dia 13 de Fevereiro de 1976 - e os seus espectáculos fá-los sob o nome Feist ou Bitch Lap Lap. É assim que está na Wikipédia, quem quiser saber mais tem que ir lá ver.
Mas o que diz Leslie Feist quando fala de si? Bem, ela diz que sempre cantou, que passou os dias da infância a cantarolar em casa dos pais. Na adolescência andou pelo movimento punk, ao mesmo tempo que cantava num côro, com 15 anos criou o primeiro grupo musical, aos 16 mandou a escola para o diabo, foi fazer uma digressão, mudou-se para Toronto, estava a precisar de uma grande cidade, conheceu os Peaches e Gonzales e... nunca mais parou.
No que diz respeito aos pais não há muito para dizer, estão divorciados. Quando Leslie fala da mãe, diz que ela era muito pragmática, dava uma grande atenção aos filhos para que eles não se dispersassem e se esforçassem por atingir os objectivos fixados. Quando Leslie, com 15 anos, precisou de 200 dólares para gravar um disco, a mãe enviou-lhe o dinheiro, mas foi-a avisando que o dinheiro era para devolver... e com juros, s.f.f. “Era para eu aprender a levar a vida a sério”, recorda-se a filha, “claro que mais tarde não me exigiu dinheiro nenhum.”
E que faz Leslie Feist para cuidar da sua privacidade, para defender, por assim dizer, a sua intimidade, nos tempos da internet, de blogues, facebooks e twitters, onde se está permanentemente exposto aos olhares atentos do grande público? - “Eu sou alérgica às redes sociais na internet!”- diz a cantora – “Sei que isto soa a parolice, mas a verdade é que não vejo onde está a piada deste tipo de comunicação. Não será uma versão empobrecida do que entendemos por um verdadeiro encontro?”
Leslie diz que começou a escrever outra vez cartas à mão, com papel e tinta, que adora imaginar uma única pessoa a ler uma carta sua, e não centenas de amigos à facebook ou um grupo enorme de leitores de mails, com 15 nomes nos CC’s, que não têm nada a ver com a comunicação entre duas pessoas. “Ou o uso dos chamados emoticons nos mails e sms, os smileys e outros símbolos, para expressar um sentimento. Estes símbolos a mim metem-me medo. Não seria melhor tentar usar o idioma para nos exprimirmos? É uma questão de procurar as palavras certas. Tenho a impressão que só se pretende abreviar. Mas porquê?”
Feist – Inside and Out

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