
Na exposição „África, Diálogo Mestiço“ o artista plástico José de Guimarães apresenta não só trabalhos seus, mas também muitas peças de arte africana, proveniente de diferentes culturas e países como Angola, Camarões, Gabão, Mali e Costa do Marfim. Enquanto as obras de José de Guimarães se afirmam pela grande riqueza do seu colorido, já as peças etnográficas genuínamente africanas da sua colecção escondem um outro tipo de riqueza por detrás da sua imagem simples e rudimentar. O seu valor e fascínio reside na forma como exprimem a vida, cultura e o imaginário das comunidades africanas.
Que esta arte genuína africana inspirou e continua a inspirar muitos artistas europeus e americanos reside na própria natureza da arte. Importante é o elo e o diálogo estabelecido, que serve de fio condutor e chave para a cultura e a arte africanas e finalmente para as nossas e para nós mesmos. É essa a função da arte. A historiadora de arte Raquel Henriques da Silva toca na questão:” "Entre o mítico passado da África pré-colonial, as culturas modernistas da Europa de 1900 e o frenesim criativo das periferias contemporâneas há elos substantivos de partilha e pertença que o artista continua a indagar e provocar."
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A exposição “África, Diálogo Mestiço” de
José de Guimarães realiza-se no Pátio da Galé – Terreiro do Paço, de 14 de Julho a 30 de Setembro de 2009. Está aberta todos os dias entre as 12 e as 20 horas. Segunda-feira está fechada.