
Na feira de Arte ARCO em Madrid, o artista plástico espanhol Eugénio Merino mostra o ditador fascista Franco num frigorífico. Uma obra oportuna e uma belíssima resposta à condenação do juíz Baltazar Garzón.
Em Espanha Franco não está morto, está conservado fresco num frigorífico.
Dear Reader, aliás Cherilyn McNeill, explica a coisa assim:
E a música dela soa assim:
Uma experiência maravilhosa, não é verdade?
A “Spiegel” alemã derrete-se em elogios à nova estrela do soul. E o mais interessante é que ela os merece todos. “A primeira superstar de uma novo sistema na indústria musical”, “não se vislumbra o fim da ‘Adele-Mania’”, “vendo bem, Adele é o contrário da Lady Gaga”, “descaradamente normal”, e por aí fora...
Neste blogue já apresentei Adele aqui. O texto da “Spiegel”, com fotografias, também está aqui. E aqui vai mais uma canção, com texto a acompanhar e tudo:
Adele, I'll be waiting:

“La Lecture” é um pequeno quadro de Pablo Picasso com um tamanho de 65,5 por 51 centímetros, pintado no ano de 1932. A obra vai ser leiloada no próximo dia 8 de Fevereiro, no Sotheby’s de Londres, estando avaliada entre 12 e 18 milhões de libras. O quadro representa Marie-Thérèse Walter, a jovem musa do pintor, que o inspirou ainda em outros trabalhos, sendo considerado uma das obras mais caras do leilão.
Marie-Thérèse Walter tinha 17 anos quando travou conhecimento com Picasso, na altura com 45 anos. O pintor terá dito à jovem musa: “ Tu e eu juntos, vamos fazer grandes coisas.” A relação amorosa entre ambos foi mantida durante muitos anos em segredo, não só devido à diferença de idades, mas também por Picasso estar na altura casado com outra mulher.
“La Lecture” é proveniente de uma colecção privada americana, cujo nome não foi divulgado. O quadro já não era apresentado publicamente na Europa, desde a retrospectiva na Galerie Petit em Paris e na Kunsthaus Zürich, logo a seguir ao seu acabamento em 1932. A última vez que a pintura foi vista em público foi em 1996, num leilão em Nova Iorque, onde foi lançada com um valor de 6 milhões de dólares, sem encontrar comprador.
O recorde do quadro mais caro vendido em leilão é detido por uma outra obra de Picasso, o “Nu au plateau de sculpteur”, esta também do produtivo ano de 1932. Nesta pintura, a musa do pintor é a mesma de “La Lecture”, Marie-Thérèse Walter. O “Nu au plateau de sculpteur” foi vendido em Maio do ano passado, pelo Christie’s de Nova Iorque, pela soberba quantia de 95 milhões de dólares.
Nota de 08.02.2011: O quadro foi rematado por 30 milhões de euros. Ver aqui.
A Haute Couture de Paris decidiu apostar nas superestrelas e na opulência. Jodie Foster está na capital francesa com todo o seu glamour ao serviço de Armani. Até amanhã 20 casas de moda vão apresentar em Paris toda a sua arte no capítulo da alta moda.
De Armani, as cores são vivas e definidas. E aqui há mais.

É obrigatório ouvir isto. Eu já volto para falarmos.
Leslie Feist é uma cantora e guitarrista pop, de origem canadiana - nasceu em Amherst, Nova Scotia, no dia 13 de Fevereiro de 1976 - e os seus espectáculos fá-los sob o nome Feist ou Bitch Lap Lap. É assim que está na Wikipédia, quem quiser saber mais tem que ir lá ver.
Mas o que diz Leslie Feist quando fala de si? Bem, ela diz que sempre cantou, que passou os dias da infância a cantarolar em casa dos pais. Na adolescência andou pelo movimento punk, ao mesmo tempo que cantava num côro, com 15 anos criou o primeiro grupo musical, aos 16 mandou a escola para o diabo, foi fazer uma digressão, mudou-se para Toronto, estava a precisar de uma grande cidade, conheceu os Peaches e Gonzales e... nunca mais parou.
No que diz respeito aos pais não há muito para dizer, estão divorciados. Quando Leslie fala da mãe, diz que ela era muito pragmática, dava uma grande atenção aos filhos para que eles não se dispersassem e se esforçassem por atingir os objectivos fixados. Quando Leslie, com 15 anos, precisou de 200 dólares para gravar um disco, a mãe enviou-lhe o dinheiro, mas foi-a avisando que o dinheiro era para devolver... e com juros, s.f.f. “Era para eu aprender a levar a vida a sério”, recorda-se a filha, “claro que mais tarde não me exigiu dinheiro nenhum.”
E que faz Leslie Feist para cuidar da sua privacidade, para defender, por assim dizer, a sua intimidade, nos tempos da internet, de blogues, facebooks e twitters, onde se está permanentemente exposto aos olhares atentos do grande público? - “Eu sou alérgica às redes sociais na internet!”- diz a cantora – “Sei que isto soa a parolice, mas a verdade é que não vejo onde está a piada deste tipo de comunicação. Não será uma versão empobrecida do que entendemos por um verdadeiro encontro?”
Leslie diz que começou a escrever outra vez cartas à mão, com papel e tinta, que adora imaginar uma única pessoa a ler uma carta sua, e não centenas de amigos à facebook ou um grupo enorme de leitores de mails, com 15 nomes nos CC’s, que não têm nada a ver com a comunicação entre duas pessoas. “Ou o uso dos chamados emoticons nos mails e sms, os smileys e outros símbolos, para expressar um sentimento. Estes símbolos a mim metem-me medo. Não seria melhor tentar usar o idioma para nos exprimirmos? É uma questão de procurar as palavras certas. Tenho a impressão que só se pretende abreviar. Mas porquê?”
Feist – Inside and Out
Adriana Ferreira, 19 anos, venceu este ano o concurso para executantes de flauta, o Carl Nielsen Flute Competition, que se realiza na Dinamarca de quatro em quatro anos. “Fui atrás do sonho. Já não sou de nenhuma terra, sou do mundo. Tenho de continuar a trabalhar, estudar e aproveitar todos os concertos e contactos para desenvolver as minhas capacidades.”
Boa sorte e muitas felicidades!
Adriana Ferreira & Orquestra Gulbenkian:

Peter Lindbergh versus Helmut Newton.
A diferença entre ambos, segundo Lindbergh:
„Com Helmut Newton, as modelos sabiam bem o que se queria delas. Chegavam ao set, diziam bom-dia e na porta já estavam a despir a blusa. Comigo, as modelos sabem que vieram devido à sua personalidade.”

“A fotografia tornou-se numa vaca que mói e remói tudo sete vezes.”
“A arte da fotografia consiste em criar algo de novo, em reproduzir uma coisa de tal maneira que ainda ninguém o tenha feito. Muitos fotógrafos não partem das suas próprias ideias mas de imagens já existentes. A fotografia tornou-se numa vaca que mói e remói tudo sete vezes.”

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