Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012
Franco no frigorífico

 

Na feira de Arte ARCO em Madrid, o artista plástico espanhol Eugénio Merino mostra o ditador fascista Franco num frigorífico. Uma obra oportuna e uma belíssima resposta à condenação do juíz Baltazar Garzón.

 

Em Espanha Franco não está morto, está conservado fresco num frigorífico.

 

 

 

 


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Mário T às 01:12
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Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011
Dear Reader

Dear Reader, aliás Cherilyn McNeill, explica a coisa assim:

 

Como teenager eu era uma cristã fanática: Orar, jejuar, tempos livres na igreja, um coro de igreja – o meu quotidiano era isto. Com vinte anos cheguei de repente a um ponto em que me interroguei sobre o sentido de todas estas coisas. Qual é a essência deste fanatismo, qual é o seu significado profundo? Deus? Será que ele existe? Ora bem, acabei com todos os ritos, para ver o que ficava. Não ficou nada. Foi a pior experiência da minha vida.

 

E a música dela soa assim:

 

 

Uma experiência maravilhosa, não é verdade?



Mário T às 16:22
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Terça-feira, 12 de Abril de 2011
ADELE, a poderosa voz soul

A “Spiegel” alemã derrete-se em elogios à nova estrela do soul. E o mais interessante é que ela os merece todos. “A primeira superstar de uma novo sistema na indústria musical”, “não se vislumbra o fim da ‘Adele-Mania’”, “vendo bem, Adele é o contrário da Lady Gaga”, “descaradamente normal”,  e por aí fora...

 

Neste blogue já apresentei Adele aqui. O texto da “Spiegel”, com fotografias, também está aqui. E aqui vai mais uma canção, com texto a acompanhar e tudo:


Adele, I'll be waiting:

 


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Mário T às 07:46
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Domingo, 6 de Fevereiro de 2011
Picasso: “La Lecture”

 

“La Lecture” é um pequeno quadro de Pablo Picasso com um tamanho de 65,5 por 51 centímetros, pintado no ano de 1932. A obra vai ser leiloada  no próximo dia 8 de Fevereiro, no Sotheby’s de Londres, estando avaliada entre 12 e 18 milhões de libras. O quadro representa Marie-Thérèse Walter, a jovem musa do pintor, que o inspirou ainda em outros trabalhos, sendo considerado uma das obras mais caras do leilão.

 

Marie-Thérèse Walter tinha 17 anos quando travou conhecimento com Picasso, na altura com 45 anos. O pintor terá dito à jovem musa: “ Tu e eu juntos, vamos fazer grandes coisas.” A relação amorosa entre ambos foi mantida durante muitos anos em segredo, não só devido à diferença de idades, mas também por Picasso estar na altura casado com outra mulher.

 

“La Lecture” é proveniente de uma colecção privada americana, cujo nome não foi divulgado. O quadro já não era apresentado publicamente na Europa, desde a retrospectiva na Galerie Petit em Paris e na Kunsthaus Zürich, logo a seguir ao seu acabamento em 1932. A última vez que a pintura foi vista em público foi em 1996, num leilão em Nova Iorque, onde foi lançada com um valor de 6 milhões de dólares, sem encontrar comprador.

 

O recorde do quadro mais caro vendido em leilão é detido por uma  outra obra de Picasso, o “Nu au plateau de sculpteur”, esta também do produtivo ano de 1932. Nesta pintura, a musa do pintor é a mesma de “La Lecture”, Marie-Thérèse Walter. O “Nu au plateau de sculpteur” foi vendido em Maio do ano passado, pelo Christie’s de Nova Iorque, pela soberba quantia de 95 milhões de dólares.

 

Nota de 08.02.2011: O quadro foi rematado por 30 milhões de euros. Ver aqui.



Mário T às 18:43
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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011
Haute Couture de Paris: Um mundo!

A Haute Couture de Paris decidiu apostar nas superestrelas e na opulência. Jodie Foster está na capital francesa com todo o seu glamour ao serviço de Armani. Até amanhã 20 casas de moda vão apresentar em Paris toda a sua arte no capítulo da alta moda.

 

De Armani, as cores são vivas e definidas. E aqui há mais.





Mário T às 18:17
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ANNA CALVI: ESTA VOZ!!!!

É obrigatório ouvir isto. Eu já volto para falarmos.

Anna Calvi 'Jezebel' (Live)


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Mário T às 16:02
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Leslie Feist – para gostar e pedir mais

Leslie Feist é uma cantora e guitarrista pop, de origem canadiana - nasceu em Amherst, Nova Scotia, no dia 13 de Fevereiro de 1976 - e os seus espectáculos fá-los sob o nome Feist ou Bitch Lap Lap. É assim que está na Wikipédia, quem quiser saber mais tem que ir lá ver.

 

Mas o que diz Leslie Feist quando fala de si? Bem, ela diz que sempre cantou, que passou os   dias da infância a cantarolar em casa dos pais. Na adolescência andou pelo movimento punk, ao mesmo tempo que cantava num côro, com 15 anos criou o primeiro grupo musical, aos 16 mandou a escola para o diabo, foi fazer uma digressão, mudou-se para Toronto, estava a precisar de uma grande cidade, conheceu os Peaches e Gonzales e... nunca mais parou.

 

No que diz respeito aos pais não há muito para dizer, estão divorciados. Quando Leslie fala da mãe, diz que ela era muito pragmática, dava uma grande atenção aos filhos para que eles não se dispersassem e se esforçassem por atingir os objectivos fixados. Quando Leslie, com 15 anos, precisou de 200 dólares para gravar um disco, a mãe enviou-lhe o dinheiro, mas foi-a avisando que o dinheiro era para devolver... e com juros, s.f.f. “Era para eu aprender a levar a vida a sério”, recorda-se a filha, “claro que mais tarde não me exigiu dinheiro nenhum.”

 

E que faz Leslie Feist para cuidar da sua privacidade, para defender, por assim dizer, a sua intimidade, nos tempos da internet, de blogues, facebooks e twitters, onde se está permanentemente exposto aos olhares atentos do grande público? - “Eu sou alérgica às redes sociais na internet!”- diz a cantora – “Sei que isto soa a parolice, mas a verdade é que não vejo onde está a piada deste tipo de comunicação. Não será uma versão empobrecida do que entendemos por um verdadeiro encontro?”

 

Leslie diz que começou a escrever outra vez cartas à mão, com papel e tinta, que adora imaginar uma única pessoa a ler uma carta sua, e não centenas de amigos à facebook ou um grupo enorme de leitores de mails, com 15 nomes nos CC’s, que não têm nada a ver com a comunicação entre duas pessoas. “Ou o uso dos chamados emoticons nos mails e sms, os smileys e outros símbolos, para expressar um sentimento. Estes símbolos a mim metem-me medo. Não seria melhor tentar usar o idioma para nos exprimirmos? É uma questão de procurar as palavras certas. Tenho a impressão que só se pretende abreviar. Mas porquê?”

 

Feist – Inside and Out

 

 

 



Mário T às 13:29
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Terça-feira, 14 de Setembro de 2010
Adriana Ferreira, uma virtuosa da flauta

Adriana Ferreira, 19 anos, venceu este ano o concurso para executantes de flauta, o Carl Nielsen Flute Competition, que se realiza na Dinamarca de quatro em quatro anos. “Fui atrás do sonho. Já não sou de nenhuma terra, sou do mundo. Tenho de continuar a trabalhar, estudar e aproveitar todos os concertos e contactos para desenvolver as minhas capacidades.”

 

Boa sorte e muitas felicidades!

 

Adriana Ferreira & Orquestra Gulbenkian:

 



Mário T às 08:52
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Sábado, 7 de Agosto de 2010
Dois gigantes da fotografia: A diferença

 

 

 

Peter Lindbergh versus Helmut Newton.

 

A diferença entre ambos, segundo Lindbergh:

 

„Com Helmut Newton, as modelos sabiam bem o que se queria delas. Chegavam ao set, diziam bom-dia e na porta já estavam a despir a blusa. Comigo, as modelos sabem que vieram devido à sua personalidade.”


(Peter Lindberg em entrevista à Spiegel.)



Mário T às 10:47
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Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010
Peter Lindbergh: A arte da fotografia

 

 

 

“A fotografia tornou-se numa vaca que mói e remói tudo sete vezes.”

 

“A arte da fotografia consiste em criar algo de novo, em reproduzir uma coisa de tal maneira que ainda ninguém o tenha feito. Muitos fotógrafos não partem das suas próprias ideias mas de imagens já existentes. A fotografia tornou-se numa vaca que mói e remói tudo sete vezes.”

 

(Peter Lindbergh em entrevista à “Spiegel”.)



Mário T às 15:16
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.Do autor do blog
.As Ideias nas Palavras
))) "O teatro e o essencial em nós"

))) "De entre as formas artísticas, o teatro é daquelas que pode entrar mais facilmente em diálogo e discussão com a realidade circunstante. Sempre foi assim. No entanto, atualmente, tanto o teatro quanto a literatura perderam um pouco essa dimensão de refletir sobre a vida, em favor do entretenimento 'puro e duro'. Além disso, preocupamo-nos mais se aquele ator ou escritor tem um estilo diferente do que se o seu trabalho nos faz pensar. E esta peça fá-lo. Numa sociedade onde tudo é mediatizado e em que nos preocupamos demasiado com o acessório, faz todo o sentido refletir sobre a questão da identidade e procurar compreender o que é essencial em nós."
(Virgílio Castelo, actor e encenador português)
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.NOTAS Á MARGEM
))) "Personagem suficientemente grande"

))) "Uma vez que tomei a decisão de fazer o filme, deixei de ser apenas o filho e passei então a colocar chapéu de realizador. Fiz isto de forma a contar a história da melhor maneira, sem a transformar numa sucessão de cabeças falantes a prestarem depoimentos sobre determinada pessoa que no caso é o Alain Oulman. Percebi que a personagem era suficientemente grande e demasiado desconhecida para a diluir em notas de carácter pessoal".
(Nicholas Oulman, realizador português )


))) "Horizonte fechado num espaço aberto"

))) “A peça consiste num discurso fragmentado de quatro personagens, Márcia, Nuno, Álvaro e Luís, que vivem num universo com passado, mas sem futuro. Foi essa série de monólogos interiores que me interessou. Além disso, é extremamente curioso o facto de uma história que decorre num espaço aberto, o cais, e com um horizonte ilimitado, a margem do rio Tejo, dar origem a um universo tão fechado e aprisionador de vivências e memórias.”
(José Martins, encenador português )


))) "Cidade Criativa"

))) “Uma Cidade Criativa implica uma população residente com um alto nível educacional, boas universidades, uma comunidade diversa, intensa dinâmica cultural, qualidade de vida, vida boémia e as mais avançadas infraestruturas tecnológicas. E, claro está, tudo em escala significativa.”
(Leonel Moura, artista conceptual português )


))) "Potencialidades & Infinitudes"

))) “Há década e meia, meados dos anos 90, aconteceram coisas muito importantes e diversas na civilização ocidental e no mundo, explicou. As dificuldades começaram com a multiplicação das indústrias culturais e depois com os elementos das novas tecnologias (o comércio e a difusão dos produtos culturais, a questão da pirataria, a questão da criatividade, etc). ‘Tudo isto traz alterações brutais no quadro do modo como a cultura pode ser vista, todas as implicações da revolução tecnológica e das redes mediáticas transnacionais’. Os aspectos positivos estão relacionados com as potencialidades das indústrias criativas e culturais e do que elas podem representar para o PIB (produto interno bruto). ’Temos que encarar o termo de múltiplas ilusões: a ilusão e uma infinitude de conhecimento, de uma infinitude de progresso, de uma infinitude de consumo e de uma infinitude da dívida’, disse.”
(Manuel Maria Carrilho, Professor Catedrático, Embaixador de Portugal junto da Unesco, em Paris)


))) "O balanço da década"

))) “Multiplicaram-se os festivais de rock, as feiras medievais, as exposições de encher o olho e os concursos gastronómicos, e desapareceram os projectos de desenvolvimento sustentado nas mais variadas áreas da criação. Esta foi uma década de estilhaços, promessas inconsequentes, celebrações e citações desgarradas. Finou-se a política para o cinema e o audiovisual, finou-se a política do livro e da literatura, finou-se a política teatral e museológica. Todas estas políticas morreram à fome.”
(Inês Pedrosa, escritora e jornalista)


))) "POTENCIAL DE CULTURA"

))) “Uma famosa pianista austríaca deu um concerto numa igreja de um lugarejo de Caminha e contou, em várias entrevistas, que, no meio da assistência multifacetada, estava uma senhora que chegou, amarrou uma cabra à entrada da igreja e ficou a assistir. Era um concerto com 24 prelúdios de Chopin, uma sonata de Litz e outra minha. Portanto, nada fácil. E essa senhora amarrou a cabra lá fora e ficou a ouvir. Isto é maravilhoso! Mostra que há um potencial de espontaneidade interessante.”
(António Vitorino de Almeida, compositor, maestro, pianista e escritor português.)


))) "CULTURA E ESCLARECIMENTO"

))) “É impossível falar em educação e melhoria das condições sociais de vida sem ter em conta a questão cultural. (...) É importante que haja um esforço colectivo para que o contexto cultural a nível nacional seja mais desenvolvido. Uma das nossas preocupações é tornar os públicos que nos visitam ainda mais esclarecidos.”
(João Fernandes, director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto.)


))) "HOMEM, TORNA-TE NO QUE ÉS"

))) “Há aquele preceito paradoxal de Píndaro: "Homem, torna-te no que és". Então, o Homem já é e tem de tornar-se no que é? Realmente, quando se compara o Homem e os outros animais, constata-se que os outros já vêm ao mundo feitos enquanto o Homem nasce prematuro, por fazer e tendo de fazer-se: devido ao que os biólogos chamam a neotenia, já nasce Homem, mas tem de fazer-se plenamente humano. E aí está a razão da educação enquanto o trabalho mais humano e humanizador.”
(Anselmo Borges, teólogo e professor)


))) ENSINAR A RACIOCINAR

))) “O meu homem, que tem a mania de ler o que eu vou escrevendo, está para aqui a dizer que a educação não se mede em Magalhães, e que se os professores continuarem todos a ser obrigatoriamente transformados em burocratas, a preencher papelada e relatórios em vez de utilizarem esse tempo a ensinar os miúdos - não há Magalhães que valha a este país. E que se os miúdos não forem ensinados a raciocinar, a fazer uma pesquisa, a usar um texto como deve ser, a não se limitarem a copiar o que vêem no écran - o Magalhães não serve para nada. Mas isto é evidentemente má vontade dele, que está feito com os comunistas do sindicato… Não lhe dou ouvidos: se em tempos idos um Magalhães deu a volta ao Mundo, este vai dar a volta à cabeça de toda a gente. Que é exactamente o que se pretende.”
(Alice Vieira, escritora e jornalista)


))) Cultura cai sempre bem:
° “A cultura é como o vestido preto das mulheres: uma coisa que cai sempre bem. Nos funerais comove, nos banquetes é marca de distinção. Dá lustro à vaidade de quem a usa, e um je-ne-sais-quoi de densidade que verga, ainda que platonicamente, os mais brutos.”
(Inês Pedrosa, escritora e jornalista)


))) A eterna dissociação:
° “Não avançámos muito em muitas coisas no domínio cultural desde o ‘Manifesto Anti-Dantas’, ou se calhar desde o século XIX. Há uma grande dissociação entre as aparências académicas e o público criativo e os artistas. O desentendimento entre a geração de 1870 e a Academia ou entre os futuristas e modernistas e a Academia nos anos 1920 é muito expresso. Hoje existe ainda essa dissociação. A Academia de Ciências de Lisboa está muito divorciada e afastada da intensa e extraordinária vida criativa que existe em Portugal.”
(José António Pinto Ribeiro, ministro da Cultura)


))) Provincianismo português:
° “Na realidade, tenho divulgado mais a minha obra lá fora do que aqui em Portugal. Como não há grande tradição cultural nem artística no nosso país, logo também não há tradição de pintura. Sempre desejei que a minha obra fosse conhecida no estrangeiro. Aliás, é facilmente perceptível que os meus trabalhos não têm nada a ver com os fenómenos folclóricos portugueses. Têm uma linguagem que tanto é perceptível em Portugal como em outro país qualquer. Não vive o aperto de um provincianismo português. Em Portugal, há uma barreira difícil de transpor que é a do provincianismo, ou então a barreira daqueles que, à partida, pretendem anular os que se vão evidenciando. É um jogo de intrigas e ciúmes que obrigam o artista a sair e expor lá fora. Em Itália ou na França, desde pequenos as pessoas se habituam a ver obras dos grandes mestres, sendo normal para elas esse contacto com a cultura desde muito cedo. Esteticamente, isso irá ter consequências, mais tarde.”
(José de Guimarães, artista plástico português)


))) Criatividade e inovação :
° “E, sobretudo, (o Ministério da Cultura) não teve grande papel na formação da consciência de que a criatividade e a inovação são hoje os principais motores de desenvolvimento de praticamente todas as áreas da actividade, sejam elas artísticas, de investigação ou produtivas. Falta, por exemplo, entre tanta outra coisa, fazer uma verdadeira revolução no ensino artístico que continua assente em modelos ultrapassados, alguns deles com raiz no século XIX.””
(Leonel Moura, artista conceptual português)


)))Cultura na política:
° “Entendo que a cultura deveria ser um dos interesses da política, e a política uma disciplina da cultura. É muito mais fácil dirigirmo-nos a um político culto, e entendê-lo, do que a essa espécie que pulula no poder, e cuja ignorância é devastadora.”
(Baptista-Bastos, escritor e jornalista)


))) Criatividade:
. "E o que é mais paradoxal é que nunca se falou tanto em criatividade, em inovação como agora, quando se estão a impor os meios de um controlo para que a inovação, criatividade, desapareçam.”
(José Gil, filósofo)


))) Cultura:

. "A cultura pode e deve ser um factor de combate à crise, de combate a todas as crises, pondo a criação e a inovação em lugar prioritário, na linha da Agenda de Lisboa da União Europeia.” (Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional de Cultura)

))) José Gil:
“Por isso o espaço público torna-se a condição imprescindível para que o “dentro” respire. Qualquer coisa deve sempre vir de fora, de um fora ilimitado e intensivo, para que o dentro se possa exprimir. Insisto: trata-se de um espaço de diálogo e de comunicação, é um plano de expressão, de contaminação e de circulação de forças. Existe, não tendo ele próprio expressão, mas dando expressão a todas as vozes que nele se projectam. A maior gratificação que pode receber um artista é saber que a sua obra entrou no espaço anónimo em que transformando-se multiplamente, vai fazer nascer outras vozes, outras escritas, outros pensamentos. Ter a felicidade de saber que a sua obra deixou de ser sua, precisamente pelo seu imenso poder de devir-outra.” (José Gil em “Portugal, Hoje: O Medo de Existir”)
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