Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011
Dear Reader

Dear Reader, aliás Cherilyn McNeill, explica a coisa assim:

 

Como teenager eu era uma cristã fanática: Orar, jejuar, tempos livres na igreja, um coro de igreja – o meu quotidiano era isto. Com vinte anos cheguei de repente a um ponto em que me interroguei sobre o sentido de todas estas coisas. Qual é a essência deste fanatismo, qual é o seu significado profundo? Deus? Será que ele existe? Ora bem, acabei com todos os ritos, para ver o que ficava. Não ficou nada. Foi a pior experiência da minha vida.

 

E a música dela soa assim:

 

 

Uma experiência maravilhosa, não é verdade?



Mário T às 16:22
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Terça-feira, 12 de Abril de 2011
ADELE, a poderosa voz soul

A “Spiegel” alemã derrete-se em elogios à nova estrela do soul. E o mais interessante é que ela os merece todos. “A primeira superstar de uma novo sistema na indústria musical”, “não se vislumbra o fim da ‘Adele-Mania’”, “vendo bem, Adele é o contrário da Lady Gaga”, “descaradamente normal”,  e por aí fora...

 

Neste blogue já apresentei Adele aqui. O texto da “Spiegel”, com fotografias, também está aqui. E aqui vai mais uma canção, com texto a acompanhar e tudo:


Adele, I'll be waiting:

 


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Mário T às 07:46
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Domingo, 13 de Fevereiro de 2011
David Bowie, música ou biografia?

O americano Marc Spitz escreveu uma biografia de Dawid Bowie. Uma coisa para cima de 500 páginas. Diz o biógrafo de si: “Sou um coleccionador, colecciono personalidades e ideias.” Terá captado, de facto, a personalidade de um artista como Bowie, do qual não se conhece só uma mas uma série delas? Há quem tenha dúvidas.

 

Fiquemos pela boa música de David Bowie.

 

David Bowie - Rebel Rebel


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Mário T às 14:33
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Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011
Deolinda. A Ana. A VOZ!

eu tenho um melro - Deolinda



Mário T às 22:13
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A boa música de James Blake

Em Janeiro James Blake foi nomeado pela BBC para o “Sound of 2011”. E que canta o jovem melancólico? "All that I know is, I am falling falling falling." Portanto, se a cair recebe prémios, é sinal de que está no bom caminho.

 

Os programas de rádio não se cansam de apresentar a canção “Limit To Your Love”, uma versão musical de uma outra jovem cantora, Leslie Feist, de quem já falamos neste blogue.

 

James Blake cresceu em Enfield, no norte de Londres. Filho único de uma mãe gráfica bafejada por sucessos e de um pai músico, que o filho teima em não dizer quem é. Com seis anos começou a aprender piano, com quinze é pianista. Estudou música no Goldsmith College de Londres e sente-se num beco sem saída. Entre música clássica e jazz não sabe por onde enveredar.

 

Mas quem tem amigos não morre indeciso. Levaram-no a um clube londrino e lá fez mais uma descoberta, a música electrónica. A experiência tem qualquer coisa de místico, assim do género bíblico de Saulo para Paulo. Se este começou a produzir epístolas, James Blake começou a produzir singles. E que singles!

James Blake - Limit To Your Love


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Mário T às 13:04
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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011
ADEEEEEEEELE!!!

Há dias assim. Anda-se por aí de punhos enterrados nos bolsos sem saber o que fazer com tanto abandono, tanta solidão, tanto desespero, sei lá, tanta raiva. Nas tavernas não há copos que chegue para afogar tanto desatino.

 

Para casa. Música. Soul. Soul, está bom. Adele. Ah, Adeeeeeele!!!!

 

ADELE 'Rolling In The Deep' (Studio Footage)

 

ADELE - 'Make You Feel My Love'


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Mário T às 13:42
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Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011
Destaque? Então, The Who.

Para festejar é preciso fazer algum barulho. Nada melhor do que convidar a rapaziada dos “The Who” para a festa. Aqui temos Roger Daltrey e Pete Townshend em plena forma. Bem... pelo menos, em 1978.

 

The Who - Won't Get Fooled Again - Live 1978


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Mário T às 13:21
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Marianne Faithfull. Inconfundível!

Do novo Album "Horses And High Heels” (2011), acabado de chegar ao mercado.

 

Song: The Stations



Mário T às 07:17
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Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011
Aqui vai Patti Smith!

Ontem o seu espírito foi invocado. Cá está ele!

 

Patti Smith - Horses & Hey Joe

 




Mário T às 18:53
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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011
Anna Calvi. Mais uma vez!

Brian Eno achou-a no Youtube. A sua música tem qualquer coisa de rock apocalíptico adocicado por um pop romântico, talvez para não soar tão trágico. Bem, Anna Calvi – é dela que estamos a falar! – é simplesmente fantástica.

 

Mas o Eno, quem é Brian Eno? Se disser que ele foi um dos fundadores dos Roxy Music, chega, ou precisa o grande senhor do rock de mais alguma apresentação? Ora bem...



O resto é o costume, numa das suas imensas variações. Eno convidou-a para almoçar, Anna achou-o um amor e deu-lhe para as mãos umas gravações que tinha feito lá em casa, na cave. Eno delirou. Mandou-lhe um e-mail a gabar-lhe o talento musical. Para Anna foi como água no deserto. Assim, foi exactamente o que ela disse, como água no deserto.

 

Eno recomendou-a, ela acompanhou Nick Cave e o seu grupo por todo o lado. Tinha de ser, a vida de uma artista musical é dura, muito dura. Mas foi assim que a BBC a nomeou para o “Sound of 2011”. Não era preciso mais. Aqui chegada, façam-se as profecias que se quiser, são todas para realizar.

 

Interessante é que a vida de Anna Calvi não começou nada bem. Viu a luz do mundo numa clínica em Londres e os primeiros três anos passou-os entre a vida e a morte. Passados os perigos, a infância passou-a a arrumar – não é o que gostam de fazer as crianças? - a colecção de discos dos pais. Havia de tudo, desde os Rolling Stones a Maria Callas, passando por Ennio Morricone. Aqui convém destacar que os pais de Anna são de origem italiana. Muitos anos da sua vida passou-os Anna Calvi no sótão e na cave de casa a escrever em segredo as suas músicas. Na rua convivia com outros que traziam os mesmos sonhos que ela. Com alguns desses conhecidos lá se aventurou por pequenos palcos londrinos e foi parar à internet onde Brian Eno a pescou. O seu estilo pode-se ver, ouvir, cheirar. E Brian Eno está entusiasmadíssimo, para ele,  Anna Calvi é a nova Patti Smith. *



Mário T às 20:05
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.Do autor do blog
.As Ideias nas Palavras
))) "O teatro e o essencial em nós"

))) "De entre as formas artísticas, o teatro é daquelas que pode entrar mais facilmente em diálogo e discussão com a realidade circunstante. Sempre foi assim. No entanto, atualmente, tanto o teatro quanto a literatura perderam um pouco essa dimensão de refletir sobre a vida, em favor do entretenimento 'puro e duro'. Além disso, preocupamo-nos mais se aquele ator ou escritor tem um estilo diferente do que se o seu trabalho nos faz pensar. E esta peça fá-lo. Numa sociedade onde tudo é mediatizado e em que nos preocupamos demasiado com o acessório, faz todo o sentido refletir sobre a questão da identidade e procurar compreender o que é essencial em nós."
(Virgílio Castelo, actor e encenador português)
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.NOTAS Á MARGEM
))) "Personagem suficientemente grande"

))) "Uma vez que tomei a decisão de fazer o filme, deixei de ser apenas o filho e passei então a colocar chapéu de realizador. Fiz isto de forma a contar a história da melhor maneira, sem a transformar numa sucessão de cabeças falantes a prestarem depoimentos sobre determinada pessoa que no caso é o Alain Oulman. Percebi que a personagem era suficientemente grande e demasiado desconhecida para a diluir em notas de carácter pessoal".
(Nicholas Oulman, realizador português )


))) "Horizonte fechado num espaço aberto"

))) “A peça consiste num discurso fragmentado de quatro personagens, Márcia, Nuno, Álvaro e Luís, que vivem num universo com passado, mas sem futuro. Foi essa série de monólogos interiores que me interessou. Além disso, é extremamente curioso o facto de uma história que decorre num espaço aberto, o cais, e com um horizonte ilimitado, a margem do rio Tejo, dar origem a um universo tão fechado e aprisionador de vivências e memórias.”
(José Martins, encenador português )


))) "Cidade Criativa"

))) “Uma Cidade Criativa implica uma população residente com um alto nível educacional, boas universidades, uma comunidade diversa, intensa dinâmica cultural, qualidade de vida, vida boémia e as mais avançadas infraestruturas tecnológicas. E, claro está, tudo em escala significativa.”
(Leonel Moura, artista conceptual português )


))) "Potencialidades & Infinitudes"

))) “Há década e meia, meados dos anos 90, aconteceram coisas muito importantes e diversas na civilização ocidental e no mundo, explicou. As dificuldades começaram com a multiplicação das indústrias culturais e depois com os elementos das novas tecnologias (o comércio e a difusão dos produtos culturais, a questão da pirataria, a questão da criatividade, etc). ‘Tudo isto traz alterações brutais no quadro do modo como a cultura pode ser vista, todas as implicações da revolução tecnológica e das redes mediáticas transnacionais’. Os aspectos positivos estão relacionados com as potencialidades das indústrias criativas e culturais e do que elas podem representar para o PIB (produto interno bruto). ’Temos que encarar o termo de múltiplas ilusões: a ilusão e uma infinitude de conhecimento, de uma infinitude de progresso, de uma infinitude de consumo e de uma infinitude da dívida’, disse.”
(Manuel Maria Carrilho, Professor Catedrático, Embaixador de Portugal junto da Unesco, em Paris)


))) "O balanço da década"

))) “Multiplicaram-se os festivais de rock, as feiras medievais, as exposições de encher o olho e os concursos gastronómicos, e desapareceram os projectos de desenvolvimento sustentado nas mais variadas áreas da criação. Esta foi uma década de estilhaços, promessas inconsequentes, celebrações e citações desgarradas. Finou-se a política para o cinema e o audiovisual, finou-se a política do livro e da literatura, finou-se a política teatral e museológica. Todas estas políticas morreram à fome.”
(Inês Pedrosa, escritora e jornalista)


))) "POTENCIAL DE CULTURA"

))) “Uma famosa pianista austríaca deu um concerto numa igreja de um lugarejo de Caminha e contou, em várias entrevistas, que, no meio da assistência multifacetada, estava uma senhora que chegou, amarrou uma cabra à entrada da igreja e ficou a assistir. Era um concerto com 24 prelúdios de Chopin, uma sonata de Litz e outra minha. Portanto, nada fácil. E essa senhora amarrou a cabra lá fora e ficou a ouvir. Isto é maravilhoso! Mostra que há um potencial de espontaneidade interessante.”
(António Vitorino de Almeida, compositor, maestro, pianista e escritor português.)


))) "CULTURA E ESCLARECIMENTO"

))) “É impossível falar em educação e melhoria das condições sociais de vida sem ter em conta a questão cultural. (...) É importante que haja um esforço colectivo para que o contexto cultural a nível nacional seja mais desenvolvido. Uma das nossas preocupações é tornar os públicos que nos visitam ainda mais esclarecidos.”
(João Fernandes, director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto.)


))) "HOMEM, TORNA-TE NO QUE ÉS"

))) “Há aquele preceito paradoxal de Píndaro: "Homem, torna-te no que és". Então, o Homem já é e tem de tornar-se no que é? Realmente, quando se compara o Homem e os outros animais, constata-se que os outros já vêm ao mundo feitos enquanto o Homem nasce prematuro, por fazer e tendo de fazer-se: devido ao que os biólogos chamam a neotenia, já nasce Homem, mas tem de fazer-se plenamente humano. E aí está a razão da educação enquanto o trabalho mais humano e humanizador.”
(Anselmo Borges, teólogo e professor)


))) ENSINAR A RACIOCINAR

))) “O meu homem, que tem a mania de ler o que eu vou escrevendo, está para aqui a dizer que a educação não se mede em Magalhães, e que se os professores continuarem todos a ser obrigatoriamente transformados em burocratas, a preencher papelada e relatórios em vez de utilizarem esse tempo a ensinar os miúdos - não há Magalhães que valha a este país. E que se os miúdos não forem ensinados a raciocinar, a fazer uma pesquisa, a usar um texto como deve ser, a não se limitarem a copiar o que vêem no écran - o Magalhães não serve para nada. Mas isto é evidentemente má vontade dele, que está feito com os comunistas do sindicato… Não lhe dou ouvidos: se em tempos idos um Magalhães deu a volta ao Mundo, este vai dar a volta à cabeça de toda a gente. Que é exactamente o que se pretende.”
(Alice Vieira, escritora e jornalista)


))) Cultura cai sempre bem:
° “A cultura é como o vestido preto das mulheres: uma coisa que cai sempre bem. Nos funerais comove, nos banquetes é marca de distinção. Dá lustro à vaidade de quem a usa, e um je-ne-sais-quoi de densidade que verga, ainda que platonicamente, os mais brutos.”
(Inês Pedrosa, escritora e jornalista)


))) A eterna dissociação:
° “Não avançámos muito em muitas coisas no domínio cultural desde o ‘Manifesto Anti-Dantas’, ou se calhar desde o século XIX. Há uma grande dissociação entre as aparências académicas e o público criativo e os artistas. O desentendimento entre a geração de 1870 e a Academia ou entre os futuristas e modernistas e a Academia nos anos 1920 é muito expresso. Hoje existe ainda essa dissociação. A Academia de Ciências de Lisboa está muito divorciada e afastada da intensa e extraordinária vida criativa que existe em Portugal.”
(José António Pinto Ribeiro, ministro da Cultura)


))) Provincianismo português:
° “Na realidade, tenho divulgado mais a minha obra lá fora do que aqui em Portugal. Como não há grande tradição cultural nem artística no nosso país, logo também não há tradição de pintura. Sempre desejei que a minha obra fosse conhecida no estrangeiro. Aliás, é facilmente perceptível que os meus trabalhos não têm nada a ver com os fenómenos folclóricos portugueses. Têm uma linguagem que tanto é perceptível em Portugal como em outro país qualquer. Não vive o aperto de um provincianismo português. Em Portugal, há uma barreira difícil de transpor que é a do provincianismo, ou então a barreira daqueles que, à partida, pretendem anular os que se vão evidenciando. É um jogo de intrigas e ciúmes que obrigam o artista a sair e expor lá fora. Em Itália ou na França, desde pequenos as pessoas se habituam a ver obras dos grandes mestres, sendo normal para elas esse contacto com a cultura desde muito cedo. Esteticamente, isso irá ter consequências, mais tarde.”
(José de Guimarães, artista plástico português)


))) Criatividade e inovação :
° “E, sobretudo, (o Ministério da Cultura) não teve grande papel na formação da consciência de que a criatividade e a inovação são hoje os principais motores de desenvolvimento de praticamente todas as áreas da actividade, sejam elas artísticas, de investigação ou produtivas. Falta, por exemplo, entre tanta outra coisa, fazer uma verdadeira revolução no ensino artístico que continua assente em modelos ultrapassados, alguns deles com raiz no século XIX.””
(Leonel Moura, artista conceptual português)


)))Cultura na política:
° “Entendo que a cultura deveria ser um dos interesses da política, e a política uma disciplina da cultura. É muito mais fácil dirigirmo-nos a um político culto, e entendê-lo, do que a essa espécie que pulula no poder, e cuja ignorância é devastadora.”
(Baptista-Bastos, escritor e jornalista)


))) Criatividade:
. "E o que é mais paradoxal é que nunca se falou tanto em criatividade, em inovação como agora, quando se estão a impor os meios de um controlo para que a inovação, criatividade, desapareçam.”
(José Gil, filósofo)


))) Cultura:

. "A cultura pode e deve ser um factor de combate à crise, de combate a todas as crises, pondo a criação e a inovação em lugar prioritário, na linha da Agenda de Lisboa da União Europeia.” (Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional de Cultura)

))) José Gil:
“Por isso o espaço público torna-se a condição imprescindível para que o “dentro” respire. Qualquer coisa deve sempre vir de fora, de um fora ilimitado e intensivo, para que o dentro se possa exprimir. Insisto: trata-se de um espaço de diálogo e de comunicação, é um plano de expressão, de contaminação e de circulação de forças. Existe, não tendo ele próprio expressão, mas dando expressão a todas as vozes que nele se projectam. A maior gratificação que pode receber um artista é saber que a sua obra entrou no espaço anónimo em que transformando-se multiplamente, vai fazer nascer outras vozes, outras escritas, outros pensamentos. Ter a felicidade de saber que a sua obra deixou de ser sua, precisamente pelo seu imenso poder de devir-outra.” (José Gil em “Portugal, Hoje: O Medo de Existir”)
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